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A Fantástica Jornada do Escritor no Brasil [PRÉ-VENDA]

Prova de "A Fantástica Jornada do Escritor no Brasil" com meu Gandalf e outros livros nacionais de figurantes <3

Prova de “A Fantástica Jornada do Escritor no Brasil” com meu Gandalf e outros livros nacionais de figurantes <3

“A Fantástica Jornada do Escritor no Brasil”, meu novo livro, já entrou em pré-venda! Você pode adquirir a obra pelo preço promocional de R$34 (frete incluso) no site da Editora Metamorfose. Para quem ainda não conhece, aqui vai a sinopse, a lista de autores entrevistados e outras informações relevantes:

Um livro fundamental para quem deseja ser escritor ou está começando na carreira. Embora foque na literatura fantástica, aborda de forma franca e clara questões palpitantes do mercado editorial, como a dificuldade de encontrar uma editora, a publicação independente, as armadilhas a que o autor iniciante está sujeito, as desilusões e as pequenas conquistas. Mais do que traçar a trajetória de uma geração importantíssima de autores, A Fantástica Jornada do Escritor no Brasil é um documento sobre essa grande quantidade de leitores-escritores surgida com a Era Digital.

 

Capa de “A Fantástica Jornada do Escritor no Brasil”, um trabalho maravilhoso feito pelo Caique Guerra

Número de páginas: 178 p.
Formato: 15,5cm x 22,5cm
ISBN: 978-85-68175-78-1
Editora: Metamorfose
Gênero: livro-reportagem

Autores, editores e pesquisadores entrevistados:

Ana Cristina Rodrigues • Ana Lúcia Merege • André C. S. Santos • André Vianco • Anna Fagundes Martino • Artur Vecchi • Bárbara Morais • Becca Mackenzie • Camila Fernandes • Camila Guerra • Carlos Orsi • Heidi Gisele (Celly) Borges • Cesar Silva • Christopher Kastensmidt • Cirilo Lemos • Clara Madrigano • Claudia Dugim • Clinton Davisson • Cristina Lasaitis • Duda Falcão • Eduardo Kasse • Eduardo Spohr • Eric M. Souza • Eric Novello • Erick Sama • Fábio M. Barreto • Felipe Castilho • FML Pepper • Gianpaolo Celli • Giulia Moon • Helena Gomes • Jana P. Bianchi • Jim Anotsu • Ju Lund • Karen Alvares • Lauro Kociuba • Marcella Rossetti • Marcelo Amado • Marcus Barcelos • Martha Argel • Nikelen Witter • Peterson Rodrigues • R. F. Lucchetti • Regina Drummond • Richard Diegues • Roberta Spindler • Roberto de Sousa Causo • Rodrigo van Kampen • Rosana Rios • Simone O. Marques • Simone Saueressig • Thais Lopes

Os livros comprados na pré-venda serão enviados em novembro, após o lançamento de “A Fantástica Jornada do Escritor no Brasil”, que está programado para ocorrer durante a Feira do Livro de Porto Alegre.


Arcanista: uma realidade não tão distópica

"Arcanista", por Joe de Lima

Divulgação/Joe de Lima

“Arcanista”, de Joe de Lima, é um livro independente com a mesma qualidade de obras publicadas por editoras, excetuando erros de revisão – que eram escassos no início e foram aumentando ao longo do texto, como se a atenção do revisor estivesse diminuindo aos poucos. Conheça a sinopse:

“Marcel Seeder é um tímido rapaz de 16 anos que vive em Vera Cruz, uma nação dividida pelo jogo de poder entre o governo, o exército independente chamado Arcanum e a sombra do grupo ecoterrorista Voz Verde.
Marcel se preparou desde a infância para uma carreira militar como arcanista, seguindo os passos de seu pai. Entretanto, a visita oficial do Regente-Geral e de sua família à Arcanum irá deflagrar um terrível incidente. Para enfrentar a conspiração que busca assassinar Camilla Noble, a filha mais velha do Regente, Marcel precisará superar suas limitações e dominar a gema incrustada em sua mão.
Com uma narrativa cinematográfica, Arcanista é mais que uma história de superação e sobrevivência. É a história de pessoas que tentam encontrar seu lugar em uma sociedade com um complexo cenário político e um colossal abismo social que separa a elite e a classe menos favorecida.”

Nesta sinopse fornecida pelo autor, fala-se em uma “narrativa cinematográfica”: eu não poderia concordar mais. As cenas passavam em minha cabeça como se tudo fosse um filme. Como vocês sabem, eu trabalho com leitura crítica e revisão. Um problema frequente encontrado nas obras de autores mais visuais (tipo o Joe) é o de cenas enroladas, que incorrem naquele erro de contar em vez de mostrar e levam a parágrafos sem muita conexão entre si. Isso não acontece em “Arcanista”; Joe narra com equilíbrio. Paciente, ele guia o leitor em um mundo de imagens, e não apenas joga deliberadamente no papel uma série de acontecimentos sucessivos.

Consegui empatizar com Marcel desde a sua primeira aparição, quando ele se pergunta internamente se a violenta repressão conduzida pelos arcanistas (militares) contra o grupo Voz Verde fora justificável. Parece familiar? Infelizmente, si. A história criada por Joe não é só mais uma distopia fantasiosa; ela se pauta no mundo real. Autores nacionais sempre ganham pontinhos comigo se o livro é ambientado no Brasil. “Arcanista” se passa em Vera Cruz, um lugar similar a uma versão futurista/alternativa do nosso país.

Joe escreve bem e fica claro que, além de talento, dispõe de conhecimento técnico. Só senti falta de explicações mais detalhadas: em muitos momentos, a escrita direta do Joe fez a história correr um pouco mais depressa do que eu gostaria. Fiquei confusa em certas partes, mas nada que voltar algumas páginas não resolvesse.

Indico “Arcanista” para quem procura um juvenil distópico com um enredo denso (se comparado a outros títulos do gênero). Você pode adquirir o e-book na Amazon e o livro físico pelo Clube de Autores. Visite também o site de Joe (tem resenha de “O Velho Mundo” por lá!) e sua página no Facebook.


Sci-fi à moda antiga: O Homem Anônimo

Começo pedindo perdão para o autor, porque demorei eras para ler “O Homem Anônimo” e postar a resenha. Deixando claro: não foi culpa da qualidade da obra, e sim da minha falta de tempo :( No momento, estou priorizando o meu trabalho – aguardem, teremos novidades literárias e jornalísticas em breve! –, então não tenho conseguido atualizar o site com frequência. Até suspendi as parcerias por enquanto (temos só mais uma resenha por vir, a do livro “Arcanista”, do Joe de Lima).

Divulgação/Giostri e Amauri Marcondes

“O Homem Anônimo” (Giostri, 228 p.), escrito por Amauri Marcondes, conta a seguinte história:

“Em uma noite chuvosa, Carlos Alberto se depara com um objeto voador não identificado que desaba na frente do seu carro. Ao salvar o piloto, descobre que ele é um ET, que há muitos outros de raças diferentes vivendo no meio humano e nem todos são bons. Tem início uma grande mudança em sua vida pacata pois se vê envolvido com os ETs de uma forma que jamais imaginara”.

O livro já inicia com uma ação envolvente, que levanta perguntas e prende o leitor. Nas primeiras páginas, diversos eventos ocorrem: o protagonista sofre um acidente, salva um ET e, junto a ele, precisa fugir dos inimigos do alienígena.

Por recair em alguns clichês do gênero, a publicação me fez sentir um pouco como se assistisse a um filme low budget de ficção científica. O estilo de escrita também não me agradou de cara, mais especificamente a maneira como o autor utiliza vírgulas (algumas delas estavam em lugares errados mesmo; outras, embora estivessem certas do ponto de vista gramatical, poderiam ter sido dispostas de forma a deixar o texto mais fluido). Lá pela página trinta, me acostumei ao tipo de escrita dele e a leitura funcionou melhor (exceto pelas falhas de revisão, encontrei vários probleminhas).

Amauri descreveu o essencial para conseguir me ambientar na história. Ele tem um jeito simples e direto de narrar as coisas, o que eu acho ótimo. Só é estranho quando o autor utiliza algumas palavras muito formais, que destoam do restante do texto e não parecem naturais.

Achei o comportamento do protagonista bem caricato. Para não dar spoilers, cito um exemplo logo do começo do livro: Carlos Alberto abrindo um buraco em uma parede com um golpe de caratê. Sim, a parede era de madeira apodrecida e Carlos treinava caratê fazia anos: é uma cena viável. O que me incomoda é o quanto ela contribui – associada a explosões loucas, ao “físico invejável” (p. 7) de Carlos, etc. – para dar ao livro um ar de cinema trash misturado com filme de ação da Sessão da Tarde. Vale destacar que isso tudo não necessariamente é um defeito, porque existe um público para esse tipo de obra (em alguns sentidos, eu me incluo nele).

No geral, eu gostei de “O Homem Anônimo”. É a primeira publicação do Amauri e, como tal, tem suas imperfeições. Mesmo assim, é uma aventura agradável, que pode lida sem esforço graças à habilidade do autor em nos contar, com uma linguagem leve, uma história capaz de entreter. Aguardo ansiosa pelos próximos lançamentos do escritor; acredito na capacidade dele de se aprimorar e produzir textos ainda melhores.

Recomendo a obra para: 1) Quem deseja sentir o gostinho de sci-fi dos anos 70; 2) Jovens que não possuem o hábito da leitura e gostariam de começar de algum lugar (a linguagem é acessível e o plot repleto de ação faz o tempo passar rápido)! Para saber mais sobre o livro e descobrir onde adquirir, entre no site do autor ou em sua página do Facebook. “O Homem Anônimo” está disponível em grandes livrarias, tais quais Saraiva, Cultura, Travessa e demais 😀