Sci-fi à moda antiga: O Homem Anônimo


Começo pedindo perdão para o autor, porque demorei eras para ler “O Homem Anônimo” e postar a resenha. Deixando claro: não foi culpa da qualidade da obra, e sim da minha falta de tempo :( No momento, estou priorizando o meu trabalho – aguardem, teremos novidades literárias e jornalísticas em breve! –, então não tenho conseguido atualizar o site com frequência. Até suspendi as parcerias por enquanto (temos só mais uma resenha por vir, a do livro “Arcanista”, do Joe de Lima).

O Homem Anônimo

Divulgação/Giostri e Amauri Marcondes

“O Homem Anônimo” (Giostri, 228 p.), escrito por Amauri Marcondes, conta a seguinte história:

“Em uma noite chuvosa, Carlos Alberto se depara com um objeto voador não identificado que desaba na frente do seu carro. Ao salvar o piloto, descobre que ele é um ET, que há muitos outros de raças diferentes vivendo no meio humano e nem todos são bons. Tem início uma grande mudança em sua vida pacata pois se vê envolvido com os ETs de uma forma que jamais imaginara”.

O livro já inicia com uma ação envolvente, que levanta perguntas e prende o leitor. Nas primeiras páginas, diversos eventos ocorrem: o protagonista sofre um acidente, salva um ET e, junto a ele, precisa fugir dos inimigos do alienígena.

Por recair em alguns clichês do gênero, a publicação me fez sentir um pouco como se assistisse a um filme low budget de ficção científica. O estilo de escrita também não me agradou de cara, mais especificamente a maneira como o autor utiliza vírgulas (algumas delas estavam em lugares errados mesmo; outras, embora estivessem certas do ponto de vista gramatical, poderiam ter sido dispostas de forma a deixar o texto mais fluido). Lá pela página trinta, me acostumei ao tipo de escrita dele e a leitura funcionou melhor (exceto pelas falhas de revisão, encontrei vários probleminhas).

Amauri descreveu o essencial para conseguir me ambientar na história. Ele tem um jeito simples e direto de narrar as coisas, o que eu acho ótimo. Só é estranho quando o autor utiliza algumas palavras muito formais, que destoam do restante do texto e não parecem naturais.

Achei o comportamento do protagonista bem caricato. Para não dar spoilers, cito um exemplo logo do começo do livro: Carlos Alberto abrindo um buraco em uma parede com um golpe de caratê. Sim, a parede era de madeira apodrecida e Carlos treinava caratê fazia anos: é uma cena viável. O que me incomoda é o quanto ela contribui – associada a explosões loucas, ao “físico invejável” (p. 7) de Carlos, etc. – para dar ao livro um ar de cinema trash misturado com filme de ação da Sessão da Tarde. Vale destacar que isso tudo não necessariamente é um defeito, porque existe um público para esse tipo de obra (em alguns sentidos, eu me incluo nele).

No geral, eu gostei de “O Homem Anônimo”. É a primeira publicação do Amauri e, como tal, tem suas imperfeições. Mesmo assim, é uma aventura agradável, que pode lida sem esforço graças à habilidade do autor em nos contar, com uma linguagem leve, uma história capaz de entreter. Aguardo ansiosa pelos próximos lançamentos do escritor; acredito na capacidade dele de se aprimorar e produzir textos ainda melhores.

Recomendo a obra para: 1) Quem deseja sentir o gostinho de sci-fi dos anos 70; 2) Jovens que não possuem o hábito da leitura e gostariam de começar de algum lugar (a linguagem é acessível e o plot repleto de ação faz o tempo passar rápido)! Para saber mais sobre o livro e descobrir onde adquirir, entre no site do autor ou em sua página do Facebook. “O Homem Anônimo” está disponível em grandes livrarias, tais quais Saraiva, Cultura, Travessa e demais 😀

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