A Auriflama do Caos: A Nova Ratoeira 3


Divulgação/Mogg Mester, Diego Araújo e Pimenta Malagueta

No início de outubro, recebi um e-mail de um autor que gostaria de ter sua obra resenhada. Como de costume, prometi que a crítica seria publicada dentro de um mês. Não consegui cumprir a promessa: fui impedida por 13 cadeiras, um TCC e muitos projetos. Hoje, com o semestre continuando a me matar aos poucos, estava prestes a propor uma nova extensão do prazo. Porém, ao pegar meu kindle para consultar alguns livros necessários a meu TCC, abri sem querer “A Auriflama do Caos: A Nova Ratoeira”.

Cansada dos textos acadêmicos, folheei as primeiras páginas do e-book. Qual não foi a minha surpresa quando, algumas horas depois, as primeiras tornaram-se as últimas e me vi com o livro concluído. “A Nova Ratoeira” é uma daquelas publicações que me faz acreditar na força da literatura fantástica produzida no Brasil. A obra, escrita por Mogg Mester, integra a trilogia “A Auriflama do Caos”. Confira a sinopse fornecida pelo autor:

A Auriflama do Caos: A Nova Ratoeira é o primeiro volume de uma trilogia de fantasia medieval que tem como base os conteúdos de jogos de RPG jogados pelo autor. A obra conta as aventuras de um grupo de heróis, conhecidos como os Lâminas flamejantes, que vão ao mundo de Fyskar para descobrir a origem de alterações nas camadas mágicas de seu mundo. Lá descobrem que alguém com a alcunha Auriflama do caos está arquitetando planos sombrios através da invocação de um grande mal. Em um mundo desconhecido, os Lâminas flamejantes viverão seus mais novos desafios em busca da solução deste problema, conhecerão aliados poderosos e adquirirão inimigos temíveis.

Na verdade, a sinopse foi uma das razões para eu não ter reservado antes um tempo para esta leitura: não apreciei o tipo de escrita ou o amontoado de informações condensadas em um espaço limitado. Sinopses precisam ser instigantes, e esta não era. Mas acreditem, eu entendo o drama; resumir minhas histórias em poucas palavras é uma arte que eu também não domino. A sinopse falhou em captar a singularidade da obra.

O livro começa com um prefácio sincero e diferente. Mogg Mester fala de onde surgiu a sua vontade de escrever e da influência dos jogos de RPG nesse processo. Ele fornece informações pessoais sobre sua vida, convidando o leitor a conhecê-lo (e compreendê-lo). Sua experiência mestrando sessões de RPG, a qual ele menciona no prefácio, fica mais e mais evidente ao longo de “A Nova Ratoeira”, em especial durante as descrições de lugares e personagens. Não houve uma cena sequer que eu não conseguisse visualizar perfeitamente, graças ao detalhamento com o qual Mogg é comprometido.

As frases curtas e objetivas transformaram a leitura em algo agradável. Recomendaria o livro mesmo para os leitores menos assíduos. O universo criado pelo autor é rico, dispondo de formas de funcionamento particulares, embora não tão distintas (em sua essência) das práticas comuns ao nosso mundo, facilitando o seu entendimento. De maneira geral, considero “A Nova Ratoeira” uma publicação única e obrigatória para os fãs de literatura fantástica – se desejarem uma prova, saibam que não somente minha leitura foi ininterrupta, mas estou escrevendo esta resenha às três horas da madrugada de uma quinta-feira. Todavia, não pude deixar de notar alguns problemas, como palavras repetidas ou crases, vírgulas e expressões mal inseridas. Apesar destes inconvenientes interferirem na qualidade final do trabalho, todos poderiam ser corrigidos com uma breve revisão.

A versão física de “A Auriflama do Caos: A Nova Ratoeira” possui 288 páginas e foi publicada pela Editora Pimenta Malagueta em 2013. Você consegue adquiri-la por meio da página A Auriflama do Caos, no Facebook. Já o e-book está disponível na Amazon. Para mais informações, entre em contato com o autor pelo e-mail moggmester@yahoo.com.br.


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3 pensamentos em “A Auriflama do Caos: A Nova Ratoeira

  • Ricardo Oliveira

    Como alguém que gosta muito de RPGs, esse livro parece ser demais! Há tempos penso em ler algo desse estilo mas ainda não tinha procurado. Acho que vou dar uma chance pra esse.
    Ótima proposta de livro e ótima resenha!

  • Luis Eduardo

    Sou um grande fã de Mogg, comecei a ler o livro dele depois de um evento aqui em salvador e como fã de RPG descobrir nele uma forma diferente de ver a literatura fantástica e além disso de entender um pouco do bem e do mal que existe em nós mesmos. Um vilão espetacular, e uma história muito forte!!!

  • Leonardo Bernardes

    Demoro a dar chance pros autores nacionais que ainda não são tão conhecidos (eu sei, é terrível isso, mas meu orçamento pra livro é limitado hahahha), mas esse aí parece valer a pena, a resenha chamou muito a minha atenção. Só concordo que a sinopse que tá na Amazon podia melhorar um pouco. Se eu não tivesse chegado nele por aqui, provavelmente não compraria