Lobo de Rua 12


Divulgação/Jana P. Bianchi e Renato Quirino

Na minha lista de autores preferidos, figuram muitos nomes, tais quais Tolkien, C. S. Lewis, Terry Pratchett, J. K. Rowling, Douglas Adams, Neil Gaiman e tantos outros. Pensando nas minhas últimas leituras, identifiquei três problemas:

1) Muitos escritores estrangeiros;
2) Muitos escritores já consagrados;
3) Pouquíssimas mulheres.

Assim, em uma tentativa de auxiliar na mudança deste cenário, decidi começar a resenhar livros de novos autores brasileiros – categoria na qual me enquadro. Contudo, tive dificuldade para encontrar obras interessantes e bem escritas. A internet facilita a divulgação de nossos trabalhos, mas também acaba sendo um empecilho para os leitores que não querem perder suas horas preciosas com um livro ruim, uma vez que a oferta de histórias é grande e sua qualidade costuma variar.

Eu sou pessimista, então foi sem muita expectativa que aceitei ler “Lobo de Rua”, de Jana P. Bianchi. Fico extremamente feliz em afirmar que me surpreendi! Mesmo sendo uma publicação de apenas 75 páginas, eu não esperava terminá-la em uma única “sentada”, o que acabou por acontecer. A escrita excepcional de Jana me salvou de uma aula particularmente tediosa de Teoria do Jornalismo. A autora soube descrever cenas de maneira detalhada e sem nunca fugir do tema principal do conto. Pelo contrário: embora o livro conte com as ótimas ilustrações de Renato Quirino, eu não precisei delas para imaginar os personagens.

“Lobo de Rua” narra a história de Raul, um morador de rua que contrai uma doença e se transforma em um lobisomen. Com a ajuda de Tito, que fora contaminado há décadas, aprende mais a respeito desta maldição e, na Galeria Creta, encontra um ambiente seguro para passar as noites de lua cheia. Por meio de personagens bem construídos, Jana explora de maneira realística a questão social envolta na vida miserável de Raul. Adorei os momentos em que Tito se dava conta de que Raul não sabia ler ou sequer conhecia termos técnicos como “genética”. Bianchi fez questão de mostrar que a sabedoria do lobo de rua não é a mesma que conquistamos em instituições de ensino, mas que isso de forma alguma diminui o seu valor.

Dentre todo o acervo de criaturas fantásticas existente nos mundos, lobisomens estavam longe de serem os meus favoritos. A autora me fez gostar deles ao atribuir uma explicação racional a sua existência e mostrar o seu lado humano. A fantasia me incomoda quando não é verossímil. Não seria suficiente, por exemplo, ela me dizer que existem lobisomens morando em São Paulo, lugar onde se passa a trama, e não me falar como eles fazem para se esconder enquanto transformados. Bianchi foi atenta aos pormenores e isso me agradou.

Ao analisar livros independentes, a primeira coisa que chama a minha atenção é uma revisão desfavorável (o excesso de erros atrapalha a fluidez do texto). No caso de “Lobo de Rua”, não encontrei mais do que meia dúzia de typos. Minha única crítica é que 75 páginas não foram suficientes: eu poderia ler sobre Raul e Tito por muito mais tempo. Seja você um apreciador de fantasia urbana ou não, não deixe de adquirir a obra clicando aqui. Para saber mais sobre a autora, visite a página da Galeria Creta no Facebook.


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12 pensamentos em “Lobo de Rua

  • Gabriel Ramos

    Ah, que legal, gostei muito da resenha. Acho que vou acabar comprando.
    E parabéns pela iniciativa de incentivo aos nossos autores! Realmente faz falta…

    • Janayna

      Oi, Gabriel!

      Que legal que se interessou! :)

      Se por ventura ler o livro, me chama no Facebook (Janayna Bianchi Bruscagin Pin) pra me contar o que gostou, o que não gostou… Agradeço qualquer feedback! 😉

      Obrigada!

    • Janayna

      Oi Ricardo!

      Que legal que a resenha te interessou! :)

      Agradeço também pela disposição de ler fantasia nacional… Não sabe como ajuda! Se quiser conversar comigo pelo Facebook (Janayna Bianchi Bruscagin Pin), sobre o meu livro ou sobre fantasia em geral, pode me chamar!

      Obrigada!

  • Patricia Martins

    Muito boa a descrição da história! O título já chama a atenção, mas saber do que se trata de uma forma tão convincente me fez sentir vontade de ler o livro! Parabéns e obrigado por nos proporcionar este espaço!!

    • Janayna

      Oi, Patricia!

      Os comentários da Katia foram realmente muito positivos, fico super feliz e orgulhosa. Ainda mais por saber que tocou e interessou o pessoal a procurar meu livro! Que bom que se animou, se quiser conversar comigo pelo Facebook caso leia o livro, estou sempre online (Janayna Bianchi Bruscagin Pin).

      Obrigada!

    • Janayna

      Eu também AMO lobisomem!

      Acho um dos mitos mais misteriosos desse “panteão” dos mais conhecidos. Se animar a ler meu livro, me procura pelo Facebook pra conversarmos! Estou por lá como Janayna Bianchi Bruscagin Pin. :)

      Obrigada!

  • Janayna

    Katia,

    Obrigada mesmo pela resenha. Fiquei bem feliz pelo seu retorno, estava (e continuo!) super disposta a ouvir feedbacks dessa que é minha primeira obra publicada. Obrigada também pelo espaço à fantasia nacional! E espero pelo seu livro! :)

    Ah, em tempo: assim que terminar meu projeto em andamento, devo voltar a focar no Tito e em outros lobisomens brasileiros. Já estou com saudades dele! Hehehe…

    Beijos!
    Jana